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| CÂNCER DE PRÓSTATA - parte 1 |
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Câncer é uma palavra alarmante. Muitos homens temem que seus sintomas prostáticos sejam causados por câncer. Na maioria dos casos esse medo é infundado, mas a verdade é que o câncer da próstata é muito comum.
Como muitos outros tipos de câncer, o câncer da próstata pode ser fatal. Entretanto, é uma forma de câncer para qual há muitas formas de tratamentos. Outro ponto a destacar é que ele cresce lentamente e pode não causar grandes danos, especialmente em homens idosos.

A figura acima mostra o desenho anatômico da próstata antes e depois de RTU(cirurgia).
Recentemente os médicos descobriram novas maneiras de detectar o câncer precocemente na próstata. Isto significa que um número maior de homens com câncer na próstata está sendo diagnosticado nos primeiros estágios. Ainda há muita discussão entre os especialistas em câncer sobre se esses testes deveriam ser usados para a investigação da mesma forma que as mulheres são investigadas para o câncer de mama e o câncer cervical.
Não se sabe a razão por que o câncer de próstata é tão comum. Na maioria dos casos não há uma história familiar clara, mas há sim umas das formas da doença que parece acontecer em famílias. Se você teve apenas um parente com a doença, não se preocupe. Entretanto, se dois parentes próximos tiveram a doença, especialmente se quando ainda jovem então você deve avaliar sua próstata de tempos em tempos depois que fizer 50 anos.
Há diferenças em raças e em diferentes partes do mundo, algumas das quais devem ser devidas à dieta ou a fatores ambientais. Por exemplo, o câncer de próstata é pouco comum no Japão, mas japoneses vivendo nos Estados Unidos têm um alto risco de desenvolverem. Isto pode ser devido às diferenças na dieta. Certos tipos de alimentos gordurosos predispõem ao câncer, mas outros produtos, incluindo os derivados da soja, protegem contra ele. Ainda é muito cedo para dar conselhos definitivos, mas, na medida em que vamos entendendo melhor essas diferenças, pode-se chegar a conclusões que permitem um aconselhamento sobre dietas que reduzem o risco de câncer de próstata. Embora recentemente tenha havido alguma preocupação de que a vasectomia aumentasse o risco de câncer na próstata, a maioria dos especialistas agora concorda que isso não é verdade.
Como ele é diagnosticado?
A diferença entre o câncer da próstata e o crescimento benigno (HPB) é que o câncer pode crescer para fora da próstata nos tecidos vizinhos e também pode espalhar-se para outras partes do corpo (metástases), particularmente para os ossos, causando dores e mesmo fraturas. Quando o câncer é a causa dos sintomas prostáticos, estes podem voltar após o tratamento se o câncer cresce novamente. Algumas vezes o câncer na próstata não causa, por si só, nenhum sintoma, e o primeiro sinal da doença podem aparecer em uma outra parte do corpo.
O seu médico pode suspeitar que há um tumor em sua próstata se ela parece dura ou irregular ao toque ou se seu PSA sanguíneo está particularmente elevado. Quando qualquer uma dessas alterações é encontrada, o médico frequentemente irá encaminhá-lo para realizar um rastreamento ultra-sonográfico transretal. Algumas vezes o paciente vai precisar de uma RTUP de qualquer forma devido à gravidade de seus sintomas prostáticos. Como a RTUP remove tecido que pode ser examinado, isso será feito imediatamente se houver uma suspeita de câncer – como uma forma de esclarecer o diagnóstico. Algumas vezes não há suspeita de câncer e ele só é diagnosticado quando o tecido removido durante a operação é analisado por um patologista. Raios-X ou (mais comumente) um exame chamado rastreamento (scan) ósseo vai revelar sobre se houve alguma invasão dos ossos. Isto é realizado injetando-se uma pequena quantidade de uma substância radioativa. Esta é tomada pelas partes onde o osso é ativo e detectado por um rastreador (scanner) especial. Este não é um exame específico para câncer e a tomada pode-se dar por outras condições como artrite, velhas fraturas consolidadas e doenças benignas dos ossos. Um raios-X das áreas anormais pode ajudar. Muito ocasionalmente, pode-se pedir a um cirurgião ortopedista para retirar um pequeno pedaço do osso para exame microscópico.
Como ele é tratado?
Remover ou destruir um crescimento canceroso vai curar a doença, desde que ela não se tenha espalhado. Até recentemente isso era tudo que podia ser feito para a maioria dos cânceres e se já tivesse havido espalhamento (metástase) muito pouco mais seria feito. Entretanto, atualmente há muitos tratamentos disponíveis que podem ser usados para destruir o câncer que se espalhou para outras partes do corpo. Como veremos, o câncer da próstata foi um dos primeiros tipos de câncer para o qual esses tratamentos foram desenvolvidos.
Cirurgia do câncer
A maioria das pessoas espera que o câncer seja tratado pela remoção cirúrgica de todo ou parte do órgão no qual ele ocorre como no câncer de mama nas mulheres, câncer nos testículos, câncer do rim e em muitos outros tipos da doença. Embora um famoso urologista chamado Hugh Hampton Young, trabalhando no The Johns Hopkins Hospital nos Estados Unidos tenha descrito a prostatectomia radical em 1905, a operação que remove toda a glândula prostática é realizada em apenas alguns homens com câncer de próstata. A razão pela qual ela não é comum é que o câncer de próstata pode ser difícil de ser detectado até que cresça para fora da glândula prostática. Uma vez que isso tenha ocorrido, é impossível remover todo o câncer cirurgicamente e assim uma operação não vai curar a doença.

A figura acima mostra como é feito a RTU (utiliza o equipamento cirúrgico através da uretra).
Embora atualmente os médicos possam diagnosticar cânceres em um estágio mais precoce, muitos pequenos cânceres crescem lentamente e podem levar uns dez anos para causar algum distúrbio. Obviamente, para um homem de, digamos, 85 anos, um tumor desses não vai representar perigo e nessa idade ele não suportaria muito bem um grande cirurgia. Por essa razão, a remoção da próstata como um tratamento para o câncer só é feita em homens mais jovens e quando há motivo para acreditar que o câncer vai crescer muito rapidamente. De maneira geral, a operação só é recomendada para homens de menos de 70 anos, embora a idade exata dependa das condições gerais de cada paciente.
Radioterapia
A radioterapia pode destruir pequenos tumores e assim curar o câncer, de modo que é uma alternativa à prostatectomia radical. Ela é indicada para homens que não estão em condições de se submeterem a uma operação e muitos pacientes preferem-na a uma cirurgia. Embora a completa remoção de um tumor numa operação possa parecer mais satisfatório, não há nenhuma prova definitiva de que um tratamento cure a doença melhor do que outro.
A radioterapia também pode ser usada quando a cirurgia não é possível porque o câncer já se espalhou para fora da próstata. Neste caso ela não “cura” o câncer, mas, reduzindo-o, ela vai prevenir que ele cause outros distúrbios e pode diminuir a chance de mais espalhamento.
Esperar para ver
Como muitos tumores não são imediatamente perigosos, alguns pacientes são advertidos de que eles não necessitam de um pronto tratamento. Isso não significa que eles estão sendo negligenciados e é importante que sejam vistos regularmente para realizar exames e certificar-se de que o câncer não está avançando. Se estiver, então se aconselha um tratamento. Algumas vezes o câncer está crescendo tão lentamente que o paciente pode ser liberado da clínica hospitalar, embora deva continuar tendo acompanhamento do clínico-geral.
Prostatectomia radical
Se o câncer está nos primeiros estágios e confinado a glândula prostática e um tratamento recomendado, este vai ser um objeto de discussão quanto à escolha a ser feita. Uma vez que não há concordância quanto ao melhor tratamento para um câncer precoce, o paciente será informado das possibilidades e a ele caberá a última palavra quanto à escolha.
A prostatectomia radical envolve a remoção de toda a glândula prostática. Isso difere das operações para a HPB onde, mesmo a realizada a céu aberto apenas remove a porção aumentada do interior da glândula. A glândula prostática tanto pode ser removida por uma incisão no lado do abdômen, como por baixo, por uma incisão na frente do ânus. Antes ou ao mesmo tempo (possivelmente por uma operação laparoscópica) os nódulos linfáticos ao lado da próstata serão retirados e examinados para verificar se o câncer não se espalhou. A remoção desses nódulos não causa dano. Não havendo câncer neles, a glândula prostática é removida cortando-se a uretra abaixo da próstata e destacando a próstata do gargalo da bexiga, a qual é suturada de volta a uretra. Durante a cicatrização, em torno de duas semanas, deixa-se um cateter no local. Muitos homens recuperam-se dos efeitos imediatos da operação bastante rapidamente, de modo que podem ir para casa em alguns dias, com o cateter, e só voltar ao hospital para a remoção dele.
Quais são as complicações?
O maior problema durante a operação é o risco de sangramento pelas grandes veias em frente à próstata – se isso acontecer vai haver a necessidade de uma transfusão de sangue. Um pouco de urina pode vazar no ponto de sutura entre a bexiga e uretra, mas isso para logo, de maneira geral. Os dois problemas que vão aparecer posteriormente são dificuldade no controle da urina e problemas sexuais.
- Dificuldade no controle da urina – há estreita relação entre os músculos do esfíncter da bexiga e a próstata. A remoção da próstata vai afetar esses músculos. É muito comum ter-se alguma dificuldade em controlar a urina por um dia ou dois depois da remoção do cateter.
O paciente será alertado sobre isso e orientado a fazer exercícios para fortalecer os músculos. Embora a maioria dos homens recobre o controle rapidamente, alguns permanecem com alguma perda involuntária de tempos em tempos, por exemplo, durante exercícios ou na cama à noite, o que os leva a ter de usar uma proteção para não se molharem. Muito ocasionalmente, a perda de urina é mais grave. Se for necessário corrigir esses problema, em uma outra opção, coloca-se um “esfíncter artificial” de plástico, mas isto é pouco comum.
- Problemas sexuais – os nervos necessários para que um homem tenha ereção ficam próximos à próstata. Já se pensou que uma prostatectomia radical quase que inevitavelmente causaria perda de ereção porque esses nervos eram cortados. Atualmente, os cirurgiões sabem mais precisamente onde esses nervos estão e evitam lesá-los sempre que possível. Em todo caso, o cirurgião vai alertar o paciente que talvez ele tenha de cortar esses nervos para remover o tumor completamente. A perda de ereção pode ser tratada, mas, geralmente, são necessárias injeções dentro do pênis. Infelizmente, o novo medicamento sildenafil (Viagra) não funciona após uma prostatectomia radical.
Uma vez que os nervos podem ser machucados facilmente, mas se recuperam, uma perda inicial da ereção pode melhorar dentro de alguns meses. É apenas a ereção que é afetada – o desejo sexual normal e a possibilidade de chegar ao orgasmo devem permanecer inalterados, mas, em matéria de ejaculação, muito pouco será produzido.
No próximo post, traremos a continuação dos tipos de tratamentos e mais informações a respeito da doença.
Abraço a todos, |
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| Escrito por:César Augusto de Andrade - 24/01/2010 23:30 |
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| Enxaquecas |
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Cefaléia é o termo médico utilizado para definir dor de cabeça. Estudos mostram que 90 a 100% das pessoas têm ou terão crises de dor de cabeça ao longo da vida.
A cefaléia pode ser dividida em primária e secundária. Quando é o sintoma de alguma doença, é chamada secundária, como por exemplo, em casos de infecções, aneurismas, tumores cerebrais entre outras situações. Quando a dor é por si só a manifestação principal da doença, é chamada cefaléia primária, como é o caso da enxaqueca.
A enxaqueca é uma doença comum, incapacitante, caracterizada por crises de dor pulsátil e latejante em um lado ou em ambos os lados da cabeça. Uma crise pode durar de 3 horas a 3 dias, podendo ser precedida por alteração de humor, irritabilidade e depressão, alteração do apetite, alterações na visão com sensibilidade à luz, sensibilidade ao barulho, náuseas, vômitos, fraqueza, tontura e diarréia. A enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade e perda produtiva no trabalho.
A interação entre enxaqueca e nutrição é um tema amplo e polêmico e existem muitos mitos e verdades sobre o assunto, que serão elucidados a seguir.
Fatores nutricionais desencadeantes da enxaqueca
Os alimentos mais citados pela literatura como desencadeantes da enxaqueca são: doces (açúcar), álcool, adoçantes, glutamato monossódico, nitritos, cafeína e alimentos que contém tiramina. O jejum prolongado é considerado um comportamento alimentar que também pode desencadear o problema.
A suscetibilidade a determinado alimento depende de cada indivíduo, por isso é importante que o paciente preste atenção na alimentação e qual o alimento ocasiona uma crise de enxaqueca.
Vários são os fatores alimentares desencadeantes de crises de enxaqueca, mas muito mais freq-entes são os mitos relacionados a eles.
Os alimentos capazes de desencadear a enxaqueca possuem em sua composição substâncias capazes de provocar alterações no calibre dos vasos sanguíneos do encéfalo, primeiramente diminuindo-os e em seguida aumentado-os. São estas alterações do diâmetro das veias que provocam mudanças na visão e dores de cabeça, ou a enxaqueca clássica.
Doces, açúcar e álcool – quando há um aumento do consumo desses alimentos, pode acontecer hipoglicemia. O organismo reconhece uma “falta” de energia no cérebro para seu funcionamento normal e utiliza outros mecanismos para manter os níveis de glicose cerebral. Um dos mecanismos é o aumento da produção de catecolaminas (gerando vasoconstrição dos vasos sanguíneos), que tem como conseq-ência o aumento da freq-ência cardíaca, da temperatura, irritabilidade e a produção de prostaglandinas que causam vasodilatação e por conseq-ência a enxaqueca.
Adoçantes – Segundo estudos da literatura, o consumo de 30mg de aspartame por dia pode aumentar em até 9% o risco de enxaqueca em indivíduos predispostos.
Glutamato monossódico – tempero muito utilizado nas cozinhas orientais, pode inibir a absorção de glicose por parte das células cerebrais, desencadeando o problema.
Nitritos – utilizados para realçar a coloração e o aspecto dos alimentos, é utilizado em embutidos. Possuem ação vasodilatadora, ocasionando a cefaléia.
Cafeína – está presente no café, chá mate, guaraná, cacau e chocolate. Tem ação vasodilatadora nos vasos sanguíneos do corpo e ação vasoconstritora dos vasos sanguíneos do cérebro.
Tiramina – está presente em queijos amarelos, chocolates, vinagre, bebidas alcoólicas, iogurtes, lentilha, amendoim e sementes, que devem ser evitados por quem tem predisposição à enxaqueca.
Dicas alimentares para evitar episódios de enxaqueca:
- Adequar o consumo de carboidratos, especialmente os carboidratos complexos (cereais, massas, pães, farináceos, etc), já que o cérebro utiliza os nutrientes provenientes destes alimentos como fonte de energia em todas as suas funções.
- É importante acrescentar frutas na dieta, pela maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras que possuem, sendo esses nutrientes que atuam no bom funcionamento do organismo.
- O selênio, um mineral envolvido no funcionamento do sistema nervoso central, também pode ser eficiente no controle do problema. O consumo de apenas uma unidade de castanha-do-pará é suficiente para se alcançar às quantidades recomendadas diariamente.
- O fracionamento da dieta deve acontecer com a ingestão de seis pequenas refeições ao dia, evitando os jejuns prolongados, que são considerados causadores de crises de enxaqueca.
- Todas as bebidas alcoólicas podem causar enxaqueca, porém os vinhos tintos são mais prováveis de provocar a dor devido ao seu conteúdo de taninos. Evitar o consumo de várias doses, pois pode aumentar a possibilidade de uma crise de enxaqueca.
- Estudos sugerem que baixos níveis de magnésio facilitariam o desenvolvimento da vasoconstrição que acarretaria a enxaqueca. Portanto é importante ingerir alimentos fontes desse mineral, como as folhas verdes escuras, soja, leguminosas, castanhas, cereais como aveia, arroz integral, pães integrais, carnes, peixes (salmão) e ovos.
- Assim como o magnésio, a vitamina B2 seria eficaz na prevenção e tratamento da enxaqueca. O mecanismo pelo qual estes nutrientes agem na enxaqueca é incerto, mas é possível que ocorra estabilização de membrana celular e melhora da função mitocondrial. As principais fontes de vitamina B2 são leite, queijos (especialmente ricota e requeijão), iogurtes, carnes magras, ovos e vegetais verdes.
Fonte: Hotmail.com
Abraço a todos,
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| Escrito por:César Augusto de Andrade - 13/01/2010 21:16 |
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| Assunto manjado, mas sempre dá o que falar - PARTE 2 |
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Voltando ao tema do título, e continuando o assunto da primeira parte, após ter passado os feriadões de natal e ano novo, onde as estradas ficam cheias de carros, causando congestionamentos em algumas vias, após o balanço das operações realizadas pelas autoridades competentes, lamentavelmente temos notícias tristes e trágicas mais uma vez.
Na estatística divulgada pelo órgão oficial do governo que monitora as vias de rodagens, observa-se que houve um aumento de 4% nos acidentes rodoviários com vítimas fatais, isso sem contabilizar os demais acidentes onde há vítimas ocasionais ou somente danos materiais.
Esse percentual para muitos pode parecer pouco, mas não é. Infelizmente é muito alto, principalmente por que se trata de vidas, de tragédias familiares, de imprudência na maioria dos casos.
O número total de mortos somente nestas duas ocasiões foi de mais de 440, segundo boletim divulgado pelo departamento de trânsito, em todo o Brasil, incluindo aí estradas federais, estaduais, municipais.
Inaceitável, num espaço menor que 10 dias, todas essas vítimas deixaram o convívio de seus familiares, e ficarão registradas como um terrível número, estatisticamente assombroso, causado por muitas imprudências no trânsito, embriaguez ao volante e ultrapassagens indevidas.

Impressionante ainda, é que muitos indivíduos, não se sensibilizam com estes trágicos números. Culturalmente se estabeleceu uma “norma” onde isso “não me diz respeito”, “não foi comigo”, mas na verdade todos somos responsáveis. Esse tipo de notícia é tão corriqueiro, que muitos não dispensam a devida atenção, simplesmente ignoram.
A indisciplina no trânsito, é altíssima devido, na minha opinião, a falta de educação e consciência de todos os cidadãos. Observa-se aí uma falha grave na formação e educação de crianças e jovens. Educação e responsabilidade no trânsito deveriam ser disciplinas obrigatórias desde o ensino fundamental até o final do ensino médio, no mínimo.
Seria necessário uma reforma no sistema educacional brasileiro, onde contemplasse, dentre outras propostas (assuntos para debate em outras ocasiões), a inclusão dessas disciplinas acima citadas. É urgente que se faça essa reflexão. Somente a partir disso poderemos diminuir esses trágicos números, através da educação e conscientização.
Precisamos do maior número possível de pessoas, para que se engajem em ideias desse nível, maior comprometimento dos educadores, da sociedade em geral, dos políticos (aí é um problema, pois estes não tem comprometimento algum com essas questões), para que somando forças possamos transformar a realidade das rodovias brasileiras.
Talvez muitos que lerão esse post, não concordarão com os argumentos, mas isso é democraticamente saudável, uma vez que não estamos generalizando o comportamento dos motoristas. Como escrevi na primeira parte, há sim bons motoristas, cidadãos conscientes com responsabilidade e educação para o trânsito, nem por isto deixam de ser vítimas também.
Ainda hoje acessando o site portela online, podemos ver um exemplo prático de um acidente causado por embriaguez ao volante, segundo informou o próprio site de notícias. Basta acessá-lo no endereço eletrônico www.portelaonline.com.br, e conferir o que estamos escrevendo. Para felicidade do motorista, a sua imprudência e indisciplina trouxe apenas danos materiais contra si, não tendo causado vítimas. Um exemplo absurdo, que não deve ser seguido.
Vale lembrar, direção e bebida alcoólica não combinam. Como sempre, o assunto é manjado mas sempre dá o que falar.
Abraço a todos,
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| Escrito por:César Augusto de Andrade - 10/01/2010 22:04 |
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| Descaso com o dinheiro público |
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Um ano depois chega ao fim a insatisfação de boa parte da população de Americana, a 127 quilômetros de São Paulo. O portal “A Princesa Tecelã”, que custou R$ 790 mil, começou a ser demolido na noite desta quinta-feira (7). A obra, concluída em janeiro do ano passado, foi paga pela prefeitura e pelo Ministério do Turismo.
O portal, que ficou conhecido como o portal da discórdia, desagradou aos moradores com suas duas esculturas de oito metros de altura bastante rechonchudas, desenhadas pelo escultor curitibano Luiz Gagliastri. Elas representavam a força do imigrante e seguravam um arco que fazia alusão a um pedaço de tecido. A cidade de 200 mil habitantes tem forte presença na indústria têxtil.

A Prefeitura de Americana confirmou que a destruição do portal levou em conta uma enquete feita pela internet e também porque, apesar do pouco tempo e do custo, a obra já apresentava infiltrações. Na votação popular organizada pelo Conselho Municipal de Cultura de Americana, 1.150 pessoas votaram. Destas, 1.036 disseram que não gostavam do portal e 617 sugeriram modificá-lo. A pesquisa foi feita, segundo o conselho, para verificar junto à população “muito mais que o incômodo provocado pelos ‘gigantes’, mas, o quanto essa intervenção urbana seja ou não relevante para a população de Americana”.
Fonte:G1
Fácil gastar quase R$ 800 mil quando o dinheiro não é nosso. O prefeito da cidade soube muito bem como fazer isso. Será que essa cidade tem escolas suficientes para seus alunos? Creches de qualidade, moradias para quem dorme na rua? Esse dinheiro seria ou não seria melhor investido nas questões sociais mais graves que assolam os municípios brasileiros?
Abraço a todos,
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| Escrito por:César Augusto de Andrade - 08/01/2010 17:01 |
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| Tragédias Anunciadas |
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Muitos perguntaram, mas o que é esse tal de Cop15 e do que trata? Tentava tratar de assuntos ligados à conservação e diminuição dos danos causados ao meio ambiente. Lamentavelmente fracassou. As negociações serão mais uma, duas ou centenas de vezes retomadas, para quem sabe chegar a algum acordo entre as nações.
Mas, e o que temos nós com esse tal de COP15? Tudo. Essa é a resposta mais lógica para essa pergunta. Explico por que.
Todos nós temos assistido nesta semana imagens avassaladoras na tv. Rios cheios, além do seu leito natural, encostas descendo morro abaixo, deslizamentos, pontes caindo, cidades ficando embaixo d´agua, literalmente, e consequentemente vítimas dessas tragédias naturais, sendo contadas e virando uma triste estatística, a do aumento de mortos e desabrigados causados pelas enchentes.
Tragédias essas anunciadas, não por acaso, a natureza está cobrando a conta dos desmatamentos, da poluição, do lixo jogado nos rios irresponsavelmente, construções irregulares nas encostas, desmatamentos da mata ciliar. Ninguém esperava que fosse acontecer! É a resposta que se ouve muito após esses acontecimentos. Claro que sabíamos, ou melhor, sabemos. É caos na certa, anunciado, mas por poucos compreendido.
É um momento doloroso para quem perde seu ente querido, seu patrimônio, prejuízos enormes, para muitos um trabalho de uma vida levado embora em questões de minutos, segundos em alguns casos. As vítimas têm o direito de chorar suas perdas, isso é inegável, somos humanos, somos sensíveis, mas têm o dever e a responsabilidade de disciplinar-se. Ah, mas a natureza é incontrolável, contra a força dela não há resistência. Claro que sim, mas isso não nos livra de cuidarmos dela como ela merece. Fenômenos naturais vão acontecer sempre, não há como impedirmos isto. O que podemos fazer é tentar diminuir seus efeitos, através de educação e disciplina, consciência, mudança de hábitos.
Devemos continuar jogando lixo nos rios, nas ruas, derrubando a mata ciliar, ocupando as encostas com construções irregulares, muitas vezes com intuito capitalista, de propiciar lucros, criando pousadas, hotéis, áreas de lazer em espaços onde a natureza é deslumbrante e por isso deveria continuar intacta, sem ocupar o seu espaço?
Pior de tudo isso, que em casos de deslizamentos de encostas, muitas famílias, esperarão a “lama” baixar e voltarão a construir suas casas, barracos e assim continuar o ciclo até a próxima tragédia, quando invariavelmente já sabemos o roteiro.
Há que citar também, o descaso público com a manutenção de pontes, estradas, a falta de investimentos de recuperação praticamente não existe, a fiscalização de construções em locais inapropriados é pouco eficiente, espera-se acontecer os dramas da sociedade para usar um dever do Estado, em projeto eleitoral, pela maioria dos políticos. Temos um ano eleitoral pela frente, é muito importante que nós como cidadãos e eleitores estejamos atentos e saibamos usar o peso certo na hora do voto, eliminando esses políticos de ocasião e exercendo com sabedoria o direito do sufrágio universal, o voto.
Somos conscientes que quando se fala em eleições nem sempre vamos acertar, mas vale mesmo a compreensão de que podemos e devemos votar com observação, análise e discussão dos candidatos a governantes, e acima de tudo com responsabilidade.
E o tal COP15? Pois é, as tratativas inicialmente são para diminuir as conseqüências desses danos, discussões em torno disso são postas em pauta, estuda-se alternativas para evitar ou amenizar a fúria da natureza, projetos de recuperação e proteção do meio ambiente. Lamentável saber que entre todas essas pautas, estão interesses econômicos que acabam muitas vezes suplantando os projetos de maior interesse.
Espera-se maior educação, consciência e responsabilidade à população na conservação e preservação da natureza. O pedido de socorro é presente, os sinais são dados, precisamos disciplinarmos.
Abraço a todos, |
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| Escrito por:César Augusto de Andrade - 06/01/2010 21:23 |
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